15 performances marcantes de Madonna em suas turnês • MAZE // MTV Brasil
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15 performances marcantes de Madonna em suas turnês

João Batista3001 views

Após alguns meses de estrada (e infelizmente com nenhuma passadinha pelo Brasil dessa vez), Madonna finalizou na Austrália a Rebel Heart Tour, turnê que dá suporte ao álbum de mesmo nome lançado em março do ano passado e que rendeu os singles “Living For Love”, “Ghosttown” e “Bitch I’m Madonna”. Com décadas de carreira, a respeitada veterana construiu um império no mundo da música pop e isso é algo que não podemos negar: músicas atemporais, discos premiados, videoclipes icônicos e, além disso tudo, shows para deixar qualquer astro da música de queixo caído.

Desde seu comecinho lá na década de 80, Madonna sempre se mostrou bastante performática, com um potencial incrível para o entretenimento e sempre preocupada com o aspecto visual e conceitual de seus concertos. Leonina de personalidade forte, ela sempre deixou bem claro pra Deus e o mundo (literalmente) que gosta de expressar sua opinião sem tabus. Boa parte disso era transmitido através de seus shows, onde ela criava suas próprias regras com muita ousadia e nenhuma papa na língua.

Com o intuito de divulgar e enaltecer promover uma sessão nostalgia pop, separamos 15 dos momentos performáticos mais memoráveis de todas as turnês da eterna Rainha do Pop. Seja alfinetando a igreja, o pudor ou simplesmente proporcionando uma experiência incrível para seus fãs, foi difícil escolher apenas 15 de tantas apresentações incríveis ao longo de dez turnês muito bem sucedidas, obrigado. Simbora?

HOLIDAY (THE VIRGIN TOUR)

“Holiday” foi um dos primeiros grandes hits de Madonna que obviamente não ficou de fora de sua primeira turnê, a Virgin Tour, lá em 1985. A estrutura, claro, não chegava nem perto do que vemos hoje em suas projeções, mas ainda assim era um grande espetáculo para a época. No registro oficial, vemos Madge com o mesmo entusiasmo e calor dos fãs que vemos atualmente, além do fofo momento final onde ela agradece o público pela extensa salva de palmas, emocionada e aos prantos. Sim, Madonna chora!

WHO’S THAT GIRL (WHO’S THAT GIRL TOUR)

Dois anos após a Virgin Tour, Madonna retornava aos palcos do mundo inteiro com a Who’s That Girl Tour – série de shows que deu suporte primordial ao álbum True Blue. Eternizado no DVD Ciao Italia, o show contou com um palco mais estruturado e um setlist cheio de hits quentes da época que são lembrados até hoje, como “Open Your Heart” e “Papa Don’t Preach”. Falando nisso, esse foi um dos shows onde ela trouxe bastante de sua paixão pela cultura latina – exemplo disso foram as performances de “La Isla Bonita” e também da canção que deu nome à turnê.

LIKE A VIRGIN (BLOND AMBITION TOUR)

Para desespero dos puritanos e alegria de muitos púberes, a terceira turnê de Madonna chegou carregada de ousadia e, consequentemente, de muita polêmica. Promovendo o álbum Like a Prayer, esta turnê rendeu figurinos memoráveis (quem aí não conhece o sutiã-cone de Jean Paul Gaultier?) e momentos provocantes ao extremo. Um deles é a apresentação de uma reinventada “Like a Virgin” onde a cantora deitava e rolava numa cama simulando masturbação. E ainda tem gente que se espanta com twerk nos dias de hoje…

RAIN (THE GIRLIE SHOW)

Quem conhece o básico de Madonna, ouve esse nome e logo assimila a turnê do álbum Erotica ao mundo despudorado do erotismo. Alguma mentira? Não. Porém, o que poucos sabem é que justamente nesse show (onde uma dançarina de top less iniciava os trabalhos do espetáculo e dançarinos usavam trajes sumários, por exemplo) rolaram momentos muito apreciáveis: “Rain”, single de sucesso do Erotica e uma das mais lindas baladas já gravadas por Madge, rendeu uma performance intimista e bela.

JUSTIFY MY LOVE (THE GIRLIE SHOW)

Ainda na Girlie Show, Madonna apresentou pela primeira vez a polêmica “Justify My Love”. Só que ao invés de recriar o controverso clipe, ela optou por algo mais ~comportado~ no palco… Afinal de contas, o que mais poderia vir depois de tantos atos hiperssexualizados? Em “Justify”, ela e seu corpo de bailarinos preenchiam o picadeiro sexy com figurinos inspirados no filme Minha Bela Dama.

FROZEN (DROWNED WORLD TOUR)

Quase dez anos sem sair na estrada, Madonna retornou em 2002 com a hi-tech e progressiva Drowned World Tour. A essa altura, ela tinha lançado dois ótimos álbuns, Ray Of Light e Music, o que significava ter material suficiente para um setlist daqueles, cheio de firulas e quinquilharias. Dito e feito: cheio de blocos temáticos, a Drowned World Tour rendeu momentos incríveis com Madonna no auge de seu sucesso e juventude. Mas nenhum foi tão esteticamente belo como o do hit “Frozen”, single de Ray Of Light que entrou no bloco oriental do show onde Madge apresentava a canção com os cabelos pretos, trajando um longo quimono da mesma cor e com coreografia inspirada em artes marciais.

AMERICAN LIFE (RE-INVENTION TOUR)

E esse é mais ou menos o momento em que a gente aciona o botão “miga, sua louca!”. Todo mundo se lembra dos tempos conturbados que os EUA tiveram lá no comecinho dos anos 2000 envolvendo terrorismo e George W. Bush, certo? A indignação do povo americano era quase unânime e com Madonna não foi diferente. O que ela fez? Se inspirou nisso e lançou American Life, um disco completamente diferente de tudo que ela tinha feito até então, cheio de ideologias, com um clipe mega controverso para seu carro-chefe e que apresentava até mesmo lado vulnerável e revoltado da cantora jamais visto. Parte dessa revolta transpareceu na Re-Inveition Tour, onde ela apresentou “American Life” com um dos conceitos mais provocantes de toda sua carreira regado à afrontas religiosas, guerra, morte e até mesmo um sósia do até então presidente Bush no backdrop.

LIVE TO TELL (CONFESSIONS TOUR)

Chegou um momento da carreira de Madonna onde ninguém mais conseguia conter seu desejo de expressar sua arte através de simbolismos religiosos – doa a quem doer. Na formosa Confessions Tour, ela apresentou “Live to Tell” pendurada em uma cruz toda revestida de diamantes. Nos telões, imagens de crianças pobres na África e trechos do livro bíblico do apóstolo cristão Mateus.

HUNG UP (CONFESSIONS TOUR)

É claro que o single de maior repercussão entre os fãs não deixaria de estar aqui. “Hung Up” finalizou a primorosa Confessions Tour com todo o glamour que lhe convém. Madonna trouxe para o intimista palco da turnê toda a atmosfera da era disco apresentada no vídeo oficial da canção. Figurinos coloridos, luzes, bexigas, acrobacias, gente dançando como se não houvesse amanhã… Sabe aquele momento de “queria muito estar em tal lugar”? É mais ou menos o que todo mundo sente quando assiste essa performance.

VOGUE (STICKY & SWEET TOUR)

Reinventar nunca foi demais para Madonna. Após anos na estrada, ela chegou na Sticky & Sweet Tour com uma faixa bem conhecida de seus fãs e admiradores no setlist da turnê: a icônica “Vogue”. Mas como surpreender uma legião com uma música que havia se tornado tão rotineira? Para ela, isso não foi problema: juntou a letra do hit dos anos 90 com as batidas da fresca “4 Minutes” e entregou uma roupagem bem interessante da clássica canção na turnê da era Hard Candy.

INTO THE GROOVE (STICKY & SWEET TOUR)

Seguindo a mesma ideia de “Vogue”, Madge também aplicou uma reformulação bem divertida em “Into the Groove”, outro de seus clássicos hits de início de carreira. Junto com seus dançarinos, colocou todo mundo no palco e na plateia para pular muito com direito à sample de “Jump”, do álbum Confessions on a Dancefloor. E essa disposição para pular corda, gente, compra aonde?

LIKE A PRAYER (STICKY & SWEET TOUR)

Não dava pra deixar “Like a Prayer” da S&S fora dessa lista. Mesmo enfiada entre dois samples gritantes, o impacto deste outro memorável hit de Madonna foi forte o suficiente para agitar o estádio inteiro. Inteiro MESMO. Quem assistiu ao DVD, certamente irá compreender essa ênfase. E sabe aquele sentimento de querer estar muito em um lugar? É mais ou menos assim que muita gente se sente ao ver essa performance.

GANG BANG (MDNA WORLD TOUR)

Teatral, grandiosa, narcisista e controversa. Esses são alguns dos adjetivos que sintetizam a essência da MDNA World Tour. Na turnê que divulgou o disco divisor de opiniões que leva o mesmo nome, Madonna entregou performances incríveis e que só serviram para enaltecer a sua reputação e legado na indústria pop. Uma delas foi a caótica e violenta apresentação de “Gang Bang”, que serviu como um ótimo consolo para quem ficava na torcida de que a música viesse a se tornar single.

CELEBRATION (MDNA TOUR)

Se em “Gang Bang” Madonna mostrou a sua ótima forma física e dramática, em “Celebration” da turnê MDNA ela mostrou o quanto que ainda tem de energia em sua bagagem. Simulando uma pista de balada com vários efeitos eletrônicos e e jogos de luzes, Madge encerrou o show com a faixa inédita que deu nome à sua muito bem sucedida coletânea de sucessos. Uma verdadeira festa!

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.