CCXP 2015: Painel da DC Comics reúne Dan DiDio, Jim Lee e outros aclamados quadrinistas • MAZE // MTV Brasil
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CCXP 2015: Painel da DC Comics reúne Dan DiDio, Jim Lee e outros aclamados quadrinistas

Luiz Henrique Oliveira1589 views

Aproximadamente 1500 pessoas disputaram lugar no Auditório Cinemark para um dos principais painéis do primeiro dia de CCXP 2015: o co-editor chefe da DC Comics, Dan DiDio, comandou uma conversa de uma hora com alguns dos mais conceituados desenhistas do mundo dos quadrinhos. Completamente enérgico, DiDio chamava o público a toda hora, corria pelo palco todo, ia até as cadeiras para falar com algum fã. Em seguida, chamou ao palco o icônico Jim Lee, e os brasileiros Joe Prado, Ivan Reis, Eduardo Pansica e Eddy Barrows.

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Dan DiDio, Jim Lee, Joe Prado, Ivan Reis, Eduardo Pansica e Eddy Barrows no painel da DC Comics na CCXP 2015.

E foi durante essa conversa que alguns segredos, tão aguardados pelos fãs de HQs, começaram a ser revelados.

— Até cinco minutos antes de entrar nesse salão, eu não poderia falar nada sobre isso, então é bom poder contar para o Brasil primeiro – disse Pansica, ao anunciar uma nova série de Nuclear, personagem já clássico da DC que aparece em Flash – Será uma minissérie em seis edições feita em parceria com o criador do Nuclear, Gerry Conway. Conta com toda a turma de personagens, Ronnie Raymond, Jason Rusch, o professor Stein, que vocês conhecem da série “Flash”. É uma série com muito humor e ação.

Respondendo a uma pergunta do público sobre o poder de personagens femininas e a inclusão de personagens gays nos quadrinhos, Lee, que é publisher da DC Comics, deu um show de consciência social, arrancando aplausos entusiasmados dos presentes:

— A DC tem algumas das melhores mulheres dos quadrinhos, como Mulher Maravilha e Batgirl. Estamos num momento muito inclusivo, atraindo um novo público que não costumava ler quadrinhos e hoje se identifica. Para nós, é muito importante tentar representar bem o mundo em que vivemos, e esse mundo é muito diverso. Pretendemos continuar melhorando isso.

— Muitos de nossos personagens foram criados 70, 80 anos atrás, e muita coisa mudou no mundo desde então – disse DiDio, complementando a resposta de Lee – Também percebemos que não falamos com um publico pequeno, falamos com o planeta inteiro. Precisamos contar histórias melhores, precisamos superar os limites, precisamos criar novos ícones. Nossos personagens precisam passar por grandes desafios, e quanto maior o desafio, melhor o personagem. Nós queremos ter histórias para todos, com as quais todos possam se identificar.

Luiz Henrique Oliveira
Nasceu no interior de São Paulo em 1986 e escreve sobre cinema em blogs desde 2004. Curte drama, comédia e ficção científica, mas ama mesmo O Poderoso Chefão. Tem interesse no mundo geek, em música brasileira e pode ser facilmente confundido com o Chico Bento pelas ruas da capital paulista.