Crítica: Oh Land e seu maravilhoso "Earth Sick" • MAZE // MTV Brasil
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Crítica: Oh Land e seu maravilhoso “Earth Sick”

Leonardo Drozino1374 views

Pouco mais de um ano após lançar seu terceiro álbum de estúdio, “Wishbone”, a musicista norueguesa Nanna Øland Fabricius, mais conhecida como Oh Land entrega ao mundo o que é o seu melhor trabalho até agora, e também um dos melhores – se não o melhor – álbum do ano, Earth Sick.

Financiado pelos fãs através do site Pledge Music, o álbum produzido pela própria artista em seu apartamento possui uma sonoridade incrível, capaz de preencher os ouvidos. O synthpop suave que a cantora vem explorando desde seu primeiro álbum, “Fauna”, atinge outro patamar ao ser combinado por melodias etéreas e influências de outros estilos musicais, criando assim um álbum bem eclético, porém ainda muito coerente e fiel à sonoridade que após quatro álbuns se tornou praticamente uma marca registrada da artista.

Variando desde pop até música clássica,  a cantora de voz cristalina e suave discorre em suas letras temas comuns como amor, sonhos e claro, natureza – que sempre foi um elemento muito marcante desde o início de sua carreira.

Destaques são recorrentes ao longo de toda a audição do material, em especial na faixa “Favor Friends”, que é uma canção pop que incorpora elementos de ópera, cujos vocais são providenciados pela mãe da artista, assim como na canção “Daylight” – que ao lado de “Doubt My Legs” e “Flags” provavelmente são as melhores faixas do registro – que inclui usos de vocoders que influenciaram na criação de uma melodia que definitivamente deu certo.

É surpreendente como a artista amadureceu ao longo de sua relativamente curta carreira e discografia. Earth Sick é ainda mais profundo e interessante que seus antecessores e um exemplo de qualidade, que ao que tudo indica será superado e superado novamente. E mal podemos esperar por isso.

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Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.