Exclusivo: Conversamos com o Biel sobre seu cd de estreia, influências musicais, comunidade gay e muito mais! • MAZE // MTV Brasil
MúsicaPosts

Exclusivo: Conversamos com o Biel sobre seu cd de estreia, influências musicais, comunidade gay e muito mais!

Gustavo Mata1834 views

Na sexta-feira passada, comentamos aqui no blog que Biel lançou seu álbum de estreia, Juntos Vamos Além, em todas as plataformas digitais e também em formato físico para todo o Brasil. Precedido pelo hit “Química” que invadiu nossas playlists e despertou nossa paixão platônica pelo jovem e bem apessoado rapaz, o disco também conta com faixas já conhecidas e outras inéditas, além de uma parceria com outra queridinha do pop funk atual, Ludmilla.

Paralelo a isso, na última terça-feira (03) tivemos a oportunidade de bater um papo rápido com o rapaz e saber um pouquinho mais dessa sua nova fase e também de algumas outras coisinhas. Além de falar um pouco sobre o cd, Biel também falou sobre o que mais tem ouvido ultimamente, suas referências no mundo da música, projetos futuros com Christian Figueiredo e sua relação com a comunidade gay. Confira a seguir!

MAZE: Escutei seu disco assim que foi disponibilizado no Spotify e a minha favorita até agora é “Cheia de Maldade”. Eu queria saber qual música você mais gostou, que te deixou mais orgulhoso!

Biel: Quando eu coloco o CD pra ouvir no meu carro, eu ouço mais “Cheia de Maldade”, “Pipa Voada”, “Morango com Chocolate”, e as que já são sucessos, graças a Deus: “Demorô”, “Química”, “Melhor Assim”…  E nas românticas eu falo, quando eu tô romântico… Eu sou um mix de sentimentos, sabe?! Eu sou um cara muito complicado de lidar, um dia eu quero duas, no outro dia eu não quero nada, no outro dia quero uma pessoa só, no outro eu quero duas ou três [risos], então é meio complicado lidar com o Biel nesse lado, então eu acho que o CD pode mostrar tudo isso.

Ao mesmo tempo que tem uma música que fala de azaração, tem uma que fala de sentimentos. Então eu acho que o CD tá muito variado, acho que ninguém tem desculpa pra não gostar de pelo menos uma música dessas 13. (…) Eu fiz [o disco] pra agradar todo mundo, não só quem curte funk, não só quem curte reggae, não só quem curte pop, mas quem curte tudo isso e mais um pouco.

M: E tem alguma coisa que ficou de fora que você gostaria de ter feito? Uma pegada mais eletrônicaou algo do tipo?

B: Eu queria ter colocado um reggaeton no CD, que tá em febre. Falaram pra mim que iria virar e eu não acreditei, hoje em dia as músicas mais tocadas são reggaeton – “One Dance”, do Drake; “Work”, da Rihanna com o Drake também; “Sorry”, do Justin Bieber, etc. (…) Eu cheguei a produzir um trap com um amigo meu, nãoo foi com os produtores do CD, e eu me identifiquei muito com a música, ficou muuuuito boa. Sou meio suspeito pra falar [risos], e eu sou bem crítico, sabe? Quem me conhece sabe que quando eu falo que é boa, é boa, e por mais que seja minha [música]. Mas a música não entrou no CD por que falaram [os produtores] que não era muito comercial, e me convenceram.

Biel (Warner Music/Divulgação)
Biel (Warner Music/Divulgação)

“Eu tenho 3 anos de carreira. 3 anos não é nem uma faculdade, em 3 anos eu nem me formei ainda. Meus produtores produziram Perlla, Belo, Naldo… Então eles tem 15, 20 anos nesse ramo. A gravadora [Warner] foi a gravadora de Milton Nascimento, O Rappa, então a galera entende muito. Quando falavam alguma coisa, essa coisa tinha um peso maior em relação ao que eu sentia e o que eu queria fazer. Então acatei a opinião de cada pessoa envolvida nesse CD e acho que foi isso que fez eu não colocar algumas coisas que eu queria ter colocado e poderiam ser um erro ou um acerto, ninguém sabe. É uma loteria.”

M: Você mencionou O Rappa, que eu já li antes declarações suas que era uma das bandas/artistas que mais te influenciaram, então gostaria de saber quais artistas você gostaria de colaborar, quem sabe num projeto futuro…

B: Eu não tive uma conversa dessa com ele, mas um cara que eu sou muito fã, gosto muito dos ideais e já vi abraçando uma galera do pop e do pop rock – Nx Zero, Guimê, que é pop funk – é o Emicida. Já estive com ele, já postou até foto comigo e me tratou super bem, então acho que seria muito legal e agregaria muito ao meu CD. É um cara muito respeitado, que eu admiro muito, e também tenho várias amigos que tenho vontade de colaborar. Eu realizei um grande sonho, que foi fazer uma música com a Ludmilla, uma pessoa que eu tenho e sempre tive um carinho imenso. Não ficou algo mecânico, a música ficou bem natural, bem sincera, porque a gente conseguiu colocar a consideração grande que temos um pelo outro na música. Pra acontecer uma colaboração legal, pra rolar química, tem que ter uma intimidade, então como eu não tanta intimidade com [outros] cantores,então a curta prazo não consigo enxergar um feat pra sair agora.

M: Mas se pudesse escolher alguém, por ora, seria o Emicida?

B: Eu acho que hoje seria uma grande realização fazer alguma coisa com ele.

M: Eu sei que você acabou de soltar o disco e ainda tá curtindo o trabalho recém-realizado, mas você já tem planos pro futuro? Vai tirar férias, continuar na rotina de shows, já está fazendo música ou o que?

B: No escritório, chegamos a um acordo que depois do carnaval, todo mundo tiraria um mês de férias. Eu ainda não tirei, mas agora vou ter um mês no ano de férias pra esquecer tudo, pra apagar e deixar a memória relaxada. Eu nem acho tão necessário, sabe, às vezes um day off na semana sem compromisso, que dá pra dormir até tarde, já revigora. Eu tô com um gás, tô com pressão total, quero atacar, tô ofensivo! [risos]

Eu quero muito tudo isso e toda essas realizações me dão mais confiança pra querer ir cada vez mais longe, então não tô pensando em férias agora. Ontem eu estive no estúdio pra produzir um jingle que vai ser tema de um quadro do Fantástico [programa da Rede Globo] que um amigo meu vai apresentar, o Christian Figueiredo. Então a gente conversou bastante sobre isso, sobre o próximo CD, o que eu queria que colocar, e eu dei minha opinião e eles [produtores] rebateram e concordei com eles. Uma levada meio Oriente, meio rap, e eles disseram que em time que se tá ganhando não se mexe. Esses papos bem de pai mesmo, e interessa bastante pra eles e eles têm muita experiência, gosto de ouvir bastante [a opinião deles].

Biel e Christian Figueiredo. (Instagram/Reprodução)
Biel e o youtuber Christian Figueiredo. (Instagram/Reprodução)

M: E o que você tem escutado recentemente? Você falou de Oriente, do Emicida, mas o que tem tocado nas suas playlists, tanto do cenário nacional quanto do internacional?

B: A playlist que eu vim escutando pra cá [Biel mora no Rio e fez a série de entrevistas em São Paulo] tem Oriente, Start (que é do filho do Marcelo D2), Espaço da Gold, Emicida, Chris Brown, Zayn, Cacife Clandestino… Eu ouço de tudo, tem bastante coisa variada.

M: Fora do palco, fora dessa vida de Biel-estrela, o que o Gabriel-menino-do-interior-de-São-Paulo gosta de fazer no tempo livre? Gosta de passar tempo com a família, sair com os amigos pra balada, o quê?

B: Eu gosto muito de atividade física, tanto que eu tava treinando em academia e não tava me satisfazendo, então eu comecei a fazer crossfit, que puxa mais esse lado da resistência. Eu jogava bola todo dia quando não vivia essa loucura, estava sempre com os amigos, saía pra pedalar, andar de moto no meio do mato… Interior de São Paulo, né, roça… [risos] Saia todo fim de semana e hoje em dia não dá muito pra sair, porque a noite ficou muito vinculado ao trabalho e sempre que você sai, tem um amigo cantando que quer te chamar no palco, algum promoter de festa que é amigo seu e quer te levar, a galera te vê nos lugares e pede pra você dar uma palinha… Então, hoje, não tem mais Gabriel e Biel porque virou “uma coisa só”, e quando eu quero curtir eu chamo os amigos em casa, a gente sai pra ver um filme ou Netflix mesmo, um churrasco, treino, uma praia… E tem sido esses os meus momentos de lazer, com a família também, eles me visitam bastante.

M: E o que você tem pra falar sobre sua ligação com o público gay, que é bem forte?

B: Eu não ligo pro que os babacas falam, sabe? Eu converso, respondo, me identifico muito – mesmo não sendo [gay] – e acho que eles [a comunidade] tem um carisma ímpar. Os melhores shows que eu fiz na vida foram em casas de show gays, e eu quero sempre estar cultivando essa galera, trazendo-os para perto de mim, sempre mostrando que estou com eles. Defendo a causa deles, cada um atrás da sua felicidade, independente de qualquer coisa, e acho que estão se identificando por causa disso.


Como já mencionado, o cd de estreia do Biel, intitulado Juntos Vamos Além, já está disponível para compra e streaming em todos os formatos e plataformas. Ah, e não podemos terminar o post sem antes agradecer à Warner Music Brasil pela oportunidade de passar um tempinho com o cara. ♥

 

Gustavo Mata
Aspirante a escritor e amante da cultura pop, viciado em séries, filmes ruins e Britney Spears.