Entrevista: Channing Tatum fala sobre seu papel "Foxcatcher" • MAZE // MTV Brasil
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Entrevista: Channing Tatum fala sobre seu papel “Foxcatcher”

João Batista1555 views

Na última semana, o premiado Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo foi lançado em dvd, blu-ray e formato digital nas principais plataformas de streaming. No longa – que traz Steve Carrell, Channing Tatum e Mark Ruffalo na linha de frente do elenco – vemos a história do lutador e vencedor olímpico Mark Schultz (Tatum), que é convidado pelo excêntrico multimilionário John du Pont (Carell) ao seu centro de treinamento, para se preparar para os Jogos Olímpicos de Seul de 1988. Não demora muito para du Pont ficar insatisfeito com o desempenho de Mark e, impulsionado por necessidades ocultas, busca apoio em Dave (Ruffalo), irmão de Mark.

Quem já viu o filme sabe que é altamente perceptível o esforço de Channing Tatum ao longo das duas horas de obra. Em entrevista, ele fala sobre sua preparação para o papel, sua relação com a equipe do elenco e mais.


Como você se preparou para desempenhar esse papel e entrar na mentalidade do personagem?
Eu passei muito tempo com Mark [Schultz]. Foi uma grande bênção que meus outros dois colegas não conseguiram. Eu sei que Ruffalo passou bastante tempo com a família de Dave, mas não a pessoa real, obviamente. E eu sei que Steve teve que assistir várias fitas e falar com um monte de gente que conhecia [Du Pont] em algum nível. Mas com Mark, wrestling era meio que uma parte do que ele é – emocionalmente e mentalmente.

640x0_1415383966Qual foi o aspecto mais desafiador em trabalhar neste filme?
Permanecer nele. Bennett tem uma maneira particular de filmagens não muito descontraído. Você não pode chegar no set e rir muito; é um ambiente tranquilo e muito intenso. Portanto, se manter no projeto enquanto estávamos no período de filmagem foi difícil porque você quer tomar um pouco de ar e rir um pouco.

Como foi trabalhar com o diretor Bennett Miller?
Bennett é – digo isso num ponto de vista positivo – um artista masoquista. [Eu acho que] ele precisa experimentar a dor com seus atores e com a história em si, estando imerso nela e vivendo ela. E eu acho essa uma linda maneira de criar filmes. Ele é um mestre cineasta, na minha opinião.

Como foi atual junto com Steve Carrell e Mark Ruffalo?
Eu não sei se já trabalhei com alguém que fosse tão comprometido quanto Steve. Não acho que eu e ele sejamos atores metódicos, mas nós chegávamos a cada dia na intenção dos nossos personagens e passávamos o dia sem falar uma única palavra sobre isso; nunca falávamos sobre como iríamos fazer isso. E a sua habilidade em se manter nisso é extraordinária. E Ruffalo – o melhor jeito que posso descrevê-lo é que ele é um grande irmão. Ele incorporou aquilo e me ajudou com esse personagem o tanto como Bennett fez, em todo jeito possível. Ele me deu um monte de conselhos sobre como interpretar Mark. Ele brilha e ajuda outras pessoas a brilharem também.

O que você espera que o público absorva após assistir a esse filme?
Que as pessoas são muito, muito complicadas. É isso e ponto final. Me perguntavam muito se eu sabia o porquê dele ter feito aquilo e esse é o ponto: nós nunca saberemos. [Du Pont] nunca apareceu e disse o porquê dele ter feito o que fez, e isso morreu com ele. Nós podemos fazer muitas especulações e presumir por quê ele fez aquilo ou por quê esses caras foram à fazenda e por quê eles tomaram as decisões que tomaram, mas nada é certo. Mas estamos contando uma história, então apenas pegue a história e pense em todas as possibilidades, não apenas visando a resposta.

http://www.youtube.com/watch?v=JVJ5fIKhUWE

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.