John Mayer surpreende em show que fecha a turnê de "The Search of Everything" no Brasil • MAZE // MTV Brasil
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John Mayer surpreende em show que fecha a turnê de “The Search of Everything” no Brasil

Livia Figueiredo737 views

Com seus 40 anos recém-completados e já celebrados no Rio por vontade própria, o cantor norte americano, John Mayerretorna para a cidade depois de um hiato de 4 anos. Sua última passagem pelo Brasil foi no Rock in Rio, show que ficou marcado por um solo de guitarra enlouquecedor em “Gravity”A música encerrou a apresentação e John prometeu voltar em breve. 

Quatro anos depois, ele retorna ao Brasil para a divulgação do seu sétimo álbum de estúdio,”The Search of Everything”, lançado em abril, com um formato já conhecido pelo público. Na apresentação que fecha a sua passagem pelo Brasil, John não deixa dúvidas de que é um dos maiores músicos da sua geração. 

 

O cantor abriu o show dessa sexta (27) na Jeunesse Arena com “Helpless”, música do seu último trabalho. Ele ainda aposta no formato de 4 atos, já conhecido pelos fãs do famoso “Where the light is: John Mayer live in Los Angeles”, material que lançou em 2008, que é basicamente uma compilação dos hits da sua carreira. No primeiro ato, John sobe ao palco com a formação completa e utiliza todos os recursos sonoros que tem direito. A sequência composta por “Why Georgia” que ganha uma versão diferente depois do medley com “No such thing”.  A seleção de músicas mostra que o cantor tem modificado a setlist sem pensar duas vezes. Todos os seus shows até agora da turnê sinalizam o desejo dele de fazer de cada show uma performance única. John até mencionou isso no show, na passagem do primeiro ato para o segundo, que é sempre o mais intimista.

 Mayer não deixa de revisitar trabalhos antigos, mas a sua intenção com o formato do show é apostar em músicas mais conhecidas pelos fãs de longa data, abrindo mão de sucessos que agradam como “Your body is Wonderland” e “Neon”, músicas que não foram tocadas no Rio. Ao longo da apresentação transita em vários gêneros: blues, passando pelo country, pop e soul, além de reservar um momento só de músicas acústicas, xodós do público. E é justamente no segundo ato que John mostra a versão mais crua das suas músicas.

Sozinho no palco, apenas acompanhado do violão, o artista emenda “Daughters”, muito querida pelos fãs, com “Love is a Verb”, única faixa do “Born and Raised”A sequência encerra com chave de ouro com “In your atmosphere” para a surpresa dos fãs. John raramente toca essa música e quando ele começa a tocar os primeiros acordes, a recepção dos fãs não podia ser mais calorosa. Com certeza um momento para guardar na memória. O segundo ato é o mais curto da apresentação para o lamento dos fãs e, não por acaso, o mais emocionante. Alguns sentiram falta de um cover de “Free Falling”, mas acabou não rolando.

Segundo capítulo encerrado. As luzes se apagam e uma espécie de “nos bastidores” é projetado no telão. John conta um pouco das histórias por trás das músicas e fala da sua experiência com os shows. Hora do terceiro ato, um dos mais aguardados pelo público devido à tradicional formação do Trio. Nesse momento, John divide o palco com o baterista Steve Jordan e o baixista Pino Palladino. Destaque para “Vultures”, que surpreende na sua versão ao vivo, não só pelo vocal – John arrisca no falsete –  mas também pelo seu riff clássico. 

 No quarto ato, quando John volta para o palco com toda sua equipe, é o momento mais empolgante da apresentação. O músico toca “Belief”, “Stop this train” e “Waiting on the world to change” e deixa os fãs presentes na Jeunesse Arena em êxtase e, não por acaso, todas fazem parte do álbum “Continuum”. 

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Apesar de variar bastante a setlist, Mayer traz um bom equilíbrio dos seus álbuns. Destaque para “Continuum”, “The Search of Everything” e a sessão de covers, que ganha uma roupagem diferenciada a cada apresentação. Depois de duas horas de espetáculo, John entrega um show competente e mostra que o ingresso vale cada centavo. Resta apenas esperar que o seu retorno não demore tanto quanto o último.

Livia Figueiredo
Jornalista, contadora de histórias e uma entusiasta da música. Não necessariamente nessa ordem.