O que esperar do "Ultraviolence" da Lana Del Rey? • MAZE // MTV Brasil
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O que esperar do “Ultraviolence” da Lana Del Rey?

João Batista2247 views
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Capa de Ultraviolence, novo álbum da Lana Del Rey
Capa de “Ultraviolence”, novo álbum da Lana Del Rey. (Interscope Records)

 Depois de aguentar um hiato relativamente curto desde o fim da era que divulgara o álbum Born to Die e o EP Paradise, Lana Del Rey irá lançar no próximo mês o seu novo projeto, o disco Ultraviolence. A transição entre um disco e outro já dá pra ser notada, portanto resolvi preparar um post com tudo que espero do Ultra junto com minhas opiniões sobre o que já saiu.

Assim como eu, muita gente que olha pra capa de Ultraviolence de primeira não espera algo muito interessante vindo por aí. Lana fez questão de manter o seu padrão simplista e vintage, tanto na foto como na tipografia. Minha expectativa não tinha sido abalada, pois eu sabia que não viria mais do mesmo por conta do que eu já havia notado em “West Coast”, o primeiro single.

Como a própria Lana já havia declarado, “West Coast” não é uma canção óbvia. A música, que possui um quê de surf rock foge totalmente da pegada orquestral de seus singles anteriores, foge bastante a ponto de ser muito interessante de se ouvir após o “susto” inicial. Para dar mais forma ao estilo de vida “zoeiro” da Costa Oeste cantado ao melhor estilo lanista, a escolha foi certa: Dan Auerbach, vocalista do Black Keys, assina com louvor a produção da faixa, além de algumas outras presentes no Ultraviolence. O resultado dessa parceria pode não ter agradado a todos, mas com certeza foi muito eficaz.

Há alguns dias atrás foi liberada mais uma faixa do disco: “Shades Of Cool”. E quem estava com saudades do sonzão melancólico e/ou desapontado com o primeiro single, certamente teve motivos para sorrir dessa vez. De primeira, esse não foi o meu caso, pois eu espero de verdade que ela desprenda um pouco da imagem “mulher solitária dos anos 60”. Mas tem um detalhe que deixa a faixa muito mais convidativa: em seu auge, ela explode com um solo de guitarra elétrica tão extasiante quanto os famosos vocais floreados de Del Rey.

No mesmo dia em que “Shades Of Cool” foi liberada, também chegou ao conhecimento do público que Lana Del Rey havia cantado pela primeira vez em um show a faixa-título de Ultraviolence, e não demorou muito para o vídeo da performance chegar à internet. Levando em conta essa versão, posso dizer que fiquei muito satisfeito com o resultado: “Ultraviolence” sustenta bem o cargo de faixa título e mescla bem a depressão hollywoodiana de Born to Die com a pegada um pouco indie-rock do que já vimos do novo disco. Isso sem contar o mini-monólogo maravilhoso à la clipe de “National Anthem” que aparece bem na hora do bridge:

I love you the first time, I love you the last time.
¿Yo soy la princesa, comprende these white lines?
‘Cause I’m your jazz singer and you’re my cult leader.
I love you forever, I really love you forever.

*ATUALIZAÇÃO 04/06*
Foi liberada a versão em estúdio dessa faixa, que será o segundo single oficial do disco. Já quero o clipe!

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=EJSk2RySqKg]

Tá na cara que Ultraviolence promete algumas facetas de Lana Del Rey que muita gente ainda não conheceu. Pra quem acompanha os passos dela, já sabe que ela tem intimidade com o cenário classic rock (vide seus covers de “Heart Shaped Box” e “Knockin’ On Heaven’s Door”, por exemplo) e que se dá muito bem nele, sem sombra de dúvidas. A garantia de que Ultra não será um tiro no escuro é o fato de Lana não parecer ter se desprendido totalmente daquela sonoridade “brisante” que aprendemos a amar em Born to Die e em Paradise, tanto que “Shades Of Cool” e “Ultraviolence” estão aí pra provar. Isso sem contar na prévia divulgada de “Brooklyn Baby”, que me lembrou M-U-I-T-O “Summertime Sadness“.

Se vai fazer sucesso? Se vai ser bom ou ruim? Isso eu não sei. Só sei que ele já começou sendo interessante com todo esse lance da vibe rock e do carinha do Black Keys produzindo quase que o álbum todo. O que nos resta é esperar algumas semanas pra gente poder conferir oficialmente essa nova fase da garota rivotril que todo o mundo aprendeu a amar!

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.