Relembre 15 clássicos do Depeche Mode • MAZE // MTV Brasil
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Relembre 15 clássicos do Depeche Mode

Leonardo Drozino6427 views
Depeche Mode 15 clássicos mazeblog

Depeche Mode: Icônicos e irreverentes. Ao longo de mais de três décadas se mantêm relevantes, inovadores e sustentando com muito poder um título que há muito tempo foi atribuído a eles: A banda de música eletrônica mais famosa do mundo.

Desde sua criação por Vince Clark no final da década de 1970 – que viria a deixar a banda logo após o lançamento do disco Speak & Spell, em 1981 e se tornar líder do Erasure – o grupo já foi quarteto, trio, quarteto e novamente um trio – formação na qual permanece até os dias atuais desde a saída do tecladista Alan Wilder. Martin Gore, responsável pelas memoráveis letras e vocais, Dave Gahan, como vocalista principal e Andy Fletcher como instrumentista, começaram a explorar sons cada vez mais sombrios e em contraste com suas letras românticas, criaram uma identidade facilmente reconhecida por qualquer pessoa.

O grande interesse deles por sintetizadores e sons eletrônicos foi muito importante para o desenvolvimento de diversos gêneros e estilos musicais, como o tecno e synthpop e notavelmente tiveram impacto em atos de rock e heavy metal que viriam a surgir nos anos seguintes. Grandes nomes desses gêneros como Marilyn Manson, Coldplay, Linkin Park, Rammstein e Deftones tem como Depeche Mode uma das suas maiores e principais influências.

De ídolos pop na Europa, adorados pelos fãs de música alternativa nos Estados Unidos, logo conquistaram apreciação global com o lançamento dos importantes álbuns Black Celebration, Music For The Masses e Violator – esse último, em especial, que os consagrou definitivamente com os hits “Enjoy The Silence” e “Personal Jesus”.

O sucesso deles não fica restrito às décadas de 1980 e 1990, quando avançam os anos 2000 com uma série de discos bem sucedidos e turnês massivas, lotando estádios e dando cada vez mais memórias inesquecíveis de uma banda que marcou gerações.

Com uma discografia sólida de até então treze discos, já contabilizam mais de 100 milhões de álbuns vendidos e parecem influenciar cada vez mais conforme o tempo se passa. Em antecipação do lançamento do décimo quarto disco do grupo, Spirit, para março – separamos 15 clássicos da banda para serem relembrados e que também provavelmente farão parte do setlist de sua próxima turnê, Global Spirit Tour.

  1. Never Let Me Down Again” (Music For The Masses, 1987)

Considerada pelos membros da banda como um single ‘’óbvio’’ durante as gravações do disco Music For The Masses, a canção foi a segunda escolhida para a divulgação do trabalho. Seu real significado permanece um mistério até hoje, visto que seus versos sugerem diversas interpretações, atribuídas mais comumente ao uso de drogas, sexo gay e até mesmo uma interpretação mais literal: viajar de avião com um amigo. Embora tenha alcançado apenas um sucesso moderado no Reino Unido, a canção se tornou uma das preferidas dos fãs e desde seu lançamento costuma fazer parte do encore dos shows da banda e por muitas vezes ser a faixa de encerramento.

  1. Personal Jesus” (Violator, 1990)

Primeiro single do icônico Violator e primeira canção da banda a usar uma guitarra como um elemento evidente (o uso desse instrumento já esteve presente em canções anteriores, mas nunca com tanto destaque), é um marco das constantes inovações sonoras que virão a fazer parte na discografia do grupo ao longo das décadas seguintes. Escrita por Martin Gore e inspirada no livro Elvis e Eu, de Priscilla Presley, a canção narra a busca de um ‘’Jesus Pessoal’’ no parceiro e como essa dependência de outra pessoa causa um desequilíbrio no relacionamento. “Personal Jesus” ganhou versões feitas por grandes artistas como Jhonny Cash, Marilyn Manson e Nina Hagen. O instrumental da canção também serviu de base para o hit “Reach Out”, da Hilary Duff – que contém também versos inspirados nos originais.

  1. Behind The Wheel” (Music For The Masses, 1987)

Lançada como terceiro single do Music For The Masses, “Behind The Wheel” é uma prova de que o álbum não tinha nada mesmo para ‘’as massas’’. A canção, de batidas pesadas, nem refrão tem, mas é certamente lembrada por muitas pessoas como uma influência para o que viria se tornar a música tecno. Permanece até hoje como uma das melhores músicas do grupo para serem tocadas ao vivo.

  1. A Question Of Time” (Black Celebration, 1986)

Perfeito exemplo do casamento da música eletrônica pop industrial do Depeche Mode com temas românticos, a canção foi lançada como terceiro single do álbum Black Celebration – que embora não tenha sido um grande sucesso comercial na época, foi tido como um dos discos mais influentes da década de 1980. O clipe da canção foi dirigido por Anton Corbijn, o primeiro de uma longa parceria que dura até os dias atuais.

  1. Strangelove” (Music For The Masses, 1987)

Adorável canção pop e dançante. Foi lançada como primeiro single do álbum Music For The Masses e alcançou boas posições nos charts europeus. Embora tenha feito sucesso, a canção não parecia se adequar bem dentro do álbum, que tinha uma sonoridade mais sombria, então a faixa foi remixada para uma versão um pouco mais lenta.

  1. Everything Counts” (Construction Time Again, 1983)

Lançada em 1983 como primeiro single do álbum Construction Time Again, logo se tornou uma das canções preferidas dos fãs. A canção é um marco de transição no conteúdo das composições da banda, visto que seus versos lidam sobre corrupção e ganância de uma empresa.  É a primeira música do grupo a ter os dois vocalistas (Dave Gahan e Martin Gore) cantando os vocais principais.

  1. Just Can’t Get Enough” (Speak and Spell, 1981)

Escrita originalmente por Vince Clarke – membro fundador do Depeche Mode, que deixou a banda pouco tempo depois do lançamento da música – foi a primeira canção do grupo a ganhar um clipe (e único a contar com a aparição de Clarke).  Animada, pop e dançante, conseguiu fazer sucesso nos charts europeus e recentemente foi inclusa no setlist da Delta Machine Tour, de 2013.

  1. People Are People” (Some Great Reward, 1984)

Primeiro single do álbum Some Great Reward, a canção fez sucesso nos Estados Unidos, atingindo a 12º posição nos charts do país. A sua mensagem de igualdade contribuiu para que a faixa se tornasse um importante hino LGBT na época.

  1. Shake The Disease” (The Singles 81-85, 1985)

Lançada em 1985 como primeiro single da coletânea The Singles 81-85, a canção rapidamente se tornou um sucesso. Descrita pelo membro Alan Wilder como uma das canções que mais definem a essência da banda, a faixa é um retrato da constante obsessão romântica nas letras de Martin Gore.

 

  1. I Feel You” (Songs of Faith And Devotion, 1993)

O rock se torna evidente em uma música do Depeche Mode como nunca antes esteve. Em “I Feel You” os sons eletrônicos ainda estão presentes, mas cedem espaço para guitarras e bateria.  Romântica, como característica da banda, a canção é sobre a conexão entre duas pessoas.

  1. A Pain That I’m Used To” (Playing The Angel, 2005)

Feche os olhos e pague o preço pelo seu paraíso”. Faixa de abertura do disco Playing The Angel, conseguiu alcançar sucesso moderado nos charts quando lançada como segundo single do disco, sucedendo o hit “Precious”, poucos meses depois. Apesar de a introdução estridente anunciar a faixa como uma grande canção de rock, seus versos são vulneráveis e subjetivos a um relacionamento em que um parceiro se doa mais do que o outro cede.

  1. Walking In My Shoes” (Songs of Faith And Devotion, 1993)

Citada como uma das preferidas do álbum pelo até então membro Alan Wilder (que saiu da banda logo após o lançamento do disco), “Walking In My Shoes” rapidamente se tornou uma das preferidas dos fãs e isso se refletiu nos charts onde encontrou ótimo sucesso comercial. Desde seu lançamento, costuma com frequência marcar presença nos setlists das turnês da banda, mais recentemente na Delta Machine Tour, de 2013 – onde foi a terceira canção a ser apresentada no primeiro bloco.

  1. Precious” (Playing The Angel, 2005)

Mesmo que Martin Gore prefira manter em segredo o significado de suas canções –  no intuito de cada um ter sua própria interpretação das letras -, para “Precious” ele abriu uma exceção e revelou que a faixa é sobre o impacto de seu divórcio na vida dos filhos.  Lançada como primeiro single do álbum Playing The Angel, a música encerrou um hiato de três anos sem músicas inéditas e alcançou a quarta posição nos charts do Reino Unido, fazendo dela o mais recente single da banda a conseguir um top 5 no país.

  1. Stripped” (Black Celebration, 1996)

Conhecida pelo seu inovador uso de samples, “Stripped” foi lançada como primeiro single do álbum Black Celebration. A batida de fundo da canção é o som desacelerado do motor de uma moto correndo. Posteriormente, a faixa ganhou covers do Rammstein, Statemachine e Gregorian.

  1. Enjoy The Silence” (Violator, 1990)

A princípio, “Enjoy The Silence” era uma balada tocada em um órgão e cantada por Martin Gore. Porém, Alan Wilder teve a ideia de acelerar a canção – o que desagradou os outros membros da banda. Mas eles seguiram em frente com o novo conceito e ao longo da produção, como relatado em entrevista eles olharam um para o outro e Martin disse: “eu acho que essa canção pode se tornar um hit”. Dito e feito, a música se tornou um hit mundial e um clássico, inesquecível quase 30 anos após o seu lançamento.

Para facilitar a vida, separamos todas as músicas em uma playlist bem linda lá no Spotify. Confira:

Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.