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RESENHA | “Ad Astra – Rumo às Estrelas” é a nova odisséia (emocional) no espaço

Luiz Henrique Oliveira3227 views
RESENHA | "Ad Astra - Rumo às Estrelas" é a nova odisséia (emocional) no espaço

“Ad Astra” ganhou, aqui no Brasil, o subtítulo “Rumo às Estrelas”. Nem precisava: manter o mistério do nome seria muito mais interessante, mas de certo foi uma escolha mercadológica, como que para deixar claro do que o filme se trata – é, de fato, uma ficção científica.

No entanto, a grande estrela mostrada no filme é Brad Pitt. O ator, que está em um ano sensacional depois de arrasar em “Era Uma Vez… Em Hollywood”, consegue levar o filme nas costas e brilha intensamente aparecendo em mais de 90% das cenas. Ad Astra é dele, sem dúvida alguma. E ele não decepciona.

RESENHA | "Ad Astra - Rumo às Estrelas" é a nova odisséia (emocional) no espaçoEle interpreta Roy, um astronauta que escolheu se isolar de qualquer relação humana, e que sempre se tão sozinho e desamparado que é uma surpresa quando ele acaba sendo escolhido para mergulhar no espaço profundo em uma nave. Entretanto, não é por acaso: ele precisa viajar pelas estrelas para procurar seu pai (Tommy Lee Jones), um veterano astronauta que embarcou em uma missão parecida há muitos anos e desapareceu. Ao encontrarem vestígios de que ele pode estar vivo, o governo manda o filho ir resgatá-lo.

 

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“Ad Astra” é a nova odisseia

Ad Astra, portanto, é um filme sobre a reconexão entre pai e filho, um laço cortado abruptamente e que agora pode ter uma chance de ser reatado. No caminho, ele descobre certos segredos que podem acabar com a raça humana, mas acredite: essa é uma parte menor da narrativa. O que importa para o diretor James Gray é o percurso emocional.

A odisseia de Brad Pitt é simplesmente tocante, fenomenal em essência e também no visual – agradecimentos devem ser dirigidos a Hoyte von Hoytema, mesmo diretor de fotografia de filmes essencialmente íntimos como Ela, ao mesmo tempo em que trabalhou em obras grandiosas, como “Interestelar” e ‘Dunkirk”. É como se misturassem “2001: Uma Odisseia no Espaço” com “Coração das Trevas”, obra máxima de Joseph Conrad. Simplesmente imperdível.

Veja a crítica completa:

Luiz Henrique Oliveira
Nasceu no interior de São Paulo em 1986 e escreve sobre cinema em blogs desde 2004. Curte drama, comédia e ficção científica, mas ama mesmo O Poderoso Chefão. Tem interesse no mundo geek, em música brasileira e pode ser facilmente confundido com o Chico Bento pelas ruas da capital paulista.