Retrospectiva: Os 20 melhores álbuns de 2014! • MAZE // MTV Brasil
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Retrospectiva: Os 20 melhores álbuns de 2014!

João Batista2 comments1608 views

Finalmente chegou a hora da verdade! Quem é muito ligado no mundo da música sabe como é grande o peso de uma lista que nomeia os melhores álbuns do ano que se passou, e é claro que nós não iríamos deixar de expor aqui o ponto de vista de nossa equipe sobre isso. Foi difícil escolher, diante de um ano que trouxe tanta gente nova, materiais de muitíssimo bom gosto e apostas arriscadas. Confira abaixo nossos 20 discos favoritos de 2014 e não deixe de nos amar!

Olly-Murs-Never-Been-Better-standard-capa-cover-maze-blog20. Never Been Better (Olly Murs)
Depois de quase dois anos sem material inédito, Olly Murs surpreendeu muita gente lançando na reta final de 2014 o álbum Never Been Better. Arriscando em sonoridades mais sensuais e maduras, o britânico soube mostrar neste disco sua brilhante versatilidade como artista, mas sem perder a qualidade.
Ouça: “Did You Miss Me” e “Seasons”.

maze-blog-albuns_0001_sophie-ellis-bextor-wanderlust19. Wanderlust (Sophie Ellis-Bextor)
Wanderlust marca a primeira grande mudança de estilo musical da cantora Sophie Ellis-Bextor, depois de uma carreira muito bem sucedida na dance music e de vários singles nas primeiras posições dos charts britânicos. Agora brincando com folk e uma imagem mais delicada, é surpreendente como a artista consegue se manter fiel a seu estilo nato, e oferecer música de primeiríssima qualidade.
Ouça: “Love Is a Camera” e “When The Storm Has Blown Over”

maze-blog-albuns_0000_nick-jonas-201418. Nick Jonas (Nick Jonas)
Pra quem vivia sempre na “sombra” do irmão Joe na banda Jonas Brothers, pode-se dizer que Nick Jonas teve uma grande reviravolta em sua carreira musical este ano, não apenas pelos ensaios fotográficos com sensualidade à flor da pele, mas sim pelo notável amadurecimento exposto no seu disco homônimo, lançado em novembro. Com uma excelente produção e embalado pelos timbres únicos de Nick em todas as faixas, o disco mostra que é possível, sim, prestar atenção no rapaz sem precisar que ele tire a camisa.
Ouça: “Jealous” e “Closer”.

maze-blog-albuns_0004_interpol-el-pintor17. El Pintor (Interpol)
Uma das bandas mais cultuadas no cenário alternativo desde o lançamento do seu primeiro disco, o Interpol guardou para 2014 o lançamento do El Pintor, seu quinto disco e o primeiro após a saída de Carlos Dengler. Fresco, coeso e saudosista, o álbum marcou o retorno definitivo da banda à forma e afirma a importância e genialidade de Paul Banks e sua trupe no cenário alternativo.
Ouça: “All The Rage Back Home” e “Twice As Hard”.

maze-blog-albuns_0003_the-pretty-reckless-going-to-hell16. Going to Hell (The Pretty Reckless)
Depois de um debut disco aclamado por crítica e público, o The Pretty Reckless logo tratou de trabalhar no seu sucessor e após algumas adversidades quanto ao seu lançamento (o estúdio da banda foi destruído pelo furacão Sandy), finalmente liberou o projeto em março deste ano. No segundo trabalho da banda nova-iorquina, somos levados a uma viagem ao inferno de Taylor Momsem ao som de um disco muito bem composto, arquitetado e executado.
Ouça: “Heaven Knows” e “Sweet Things”.

maze-blog-albuns_0002_iamamiwhoami-blue15. BLUE (iamamiwhoami)
O terceiro álbum audiovisual do projeto sueco iamamiwhoami foi lançado em novembro, acompanhado de vídeos para cada uma das dez faixas do álbum que expressam através de metáforas visuais o desejo da cabeça do projeto, Jonna Lee, de se encontrar no mundo em que vive e manifesta a sua arte, usando de belas paisagens praianas da Islândia e Aruba, e retornando para suas origens nas florestas da Suécia, culminando em um final tão impactante quanto a sonoridade das canções.
Ouça: “thin” e “shadowshow”.

maze-blog-albuns_0015_oh-land-earth-sick14. Earth Sick (Oh Land)
É quase difícil de acreditar que Earth Sick, é apenas o quarto álbum da artista norueguesa Oh Land. Construído por cima de batidas suaves de synthpop, referências e incorporações de diversos estilos musicais, aliados a letras intimistas sobre se reencontrar, sobre “voltar a terra”e vocais doces e delicados, Earth Sick é um grande álbum pop, e uma das maiores surpresas do ano.
Ouça: “Daylight” e “Favor Friends”.

maze-blog-albuns_0014_taylor-swift-1989-deluxe13. 1989 (Taylor Swift)
Um dos lançamentos mais aguardado neste ano foi, de fato, o do 1989, quinto álbum de Taylor Swift que tem como principal pano de fundo, as complexidades amorosas. Com Max Martin na produção executiva, o disco traz diversos elementos pop e sintetizadores, o que já era aguardado, uma vez que a cantora resolveu deixar de lado o estilo country. Quando comparado com Red, quarto álbum da cantora, o 1989 peca em sua sonoridade, mas mesmo assim não decepciona. Taylor acertou novamente.
Ouça: “Blank Space” e “Welcome to New York”.

maze-blog-albuns_0013_lykke-li-i-never-learn12. I Never Learn (Lykke Li)
Com instrumentais muito bem trabalhados e composições convincentes, em I Never Learn Lykke Li aborda os mais obscuros sentimentos que um coração destruído de uma jovem conhece. No início, o álbum pode não soar muito simpático, mas aos poucos, as feridas e dores de Lykke nos conquistam.
Ouça: “No Rest For The Wicked” e “Love Me Like I’m Not Made Of Stone”.

maze-blog-albuns_0012_royksopp-the-inevitable-end11. The Inevitable End (Röyksopp)
The Inevitable End é dito pela dupla norueguesa Röyksopp como “o álbum de despedida deles do formato convencional da música”. Eles ainda não vão parar de fazer música, mas vão buscar outras formar de fazê-lo. O que de certa forma é triste, por que o seu álbum final é provavelmente a peça mais rica e refinada da carreira da dupla que é pioneira no estilo que trabalham. Instrumentais construídos com sintetizadores analógicos, vocoders e vocais principalmente do cantor Jamie Irrepressible e de Robyn, resultando em um álbum triste, porém quente e capaz de preencher os ouvidos com um sentimento que é um misto de “saudade” e “curiosidade pelo o que está por vir”.
Ouça: “Skulls” e “Something In My Heart”.

maze-blog-albuns_0011_maroon-5-v-five10. V (Maroon 5)
V, mais um trabalho bem produzido do Maroon 5, traz uma sonoridade experimental, composições inspiradoras e bem elaboradas – elementos típicos da banda. Desde o disco anterior, o Overexposed, os caras têm saído do conforto, apostando numa pegada mais pop, o que também tem rendido bons frutos à banda.
Ouça: “Animals” e “It Was Always You”.

maze-blog-albuns_0010_foo-fighters-sonic-highways9. Sonic Highways (Foo Fighters)
Dave Grohl e companhia embarcaram nesse novo projeto com uma proposta interessante: a da introspecção. O álbum, de uma maneira geral, é harmônico, pois todas as canções conversam entre si, e o foco, o da auto-descoberta através das experiências de vida, não se perde em nenhum momento. Falamos um pouquinho mais dele assim que saiu, leia aqui nossa crítica completa.
Ouça: “What Did I Do?/God As My Witness” e “Subterranean”.

maze-blog-albuns_0009_tove-lo-queen-of-the-clouds8. Queen Of the Clouds (Tove Lo)
Tove Lo pode não ser bem uma estreante no cenário pop, mas foi em 2014 que a sueca finalmente focou em sua carreira solo e lançou o seu aguardado álbum de estreia, o Queen of The Clouds. Tratando sobre perdas, sexo e amor, é um disco que cresce em seu decorrer e transparece uma pessoa frágil sob a pele de uma artista madura e confiante.
Ouça: “Thousand Miles” e “Habits (Stay High)”.

maze-blog-albuns_0008_azealia-banks-broke-with-expensive-taste7. Broke With Expensive Taste (Azealia Banks)
Quando mais ninguém acreditava que Azealia Banks lançaria o seu adiado álbum de estreia, a rapper surpreendeu a todos e liberou, poucas horas após um anuncio, o Broke With Expensive Taste. Provavelmente o álbum mais eclético de toda a lista, ‘Broke’ viaja no tempo com sua pluralidade de gêneros (mas sem deixar o hip-hop em segundo plano) e nos leva desde os anos 80 de “Nude Beach a Go-Go” até o futuro apocalíptico de “Yung Rapunxel”, provando-se memorável e mostrando o porquê do mundo ter se encantado com a rapper debochada e talentosa de “212”.
Ouça: “Ice Princess” e “212”.

maze-blog-albuns_0007_pink-floyd-the-endless-river6. The Endless River (Pink Floyd)
Depois de 20 anos sem lançar algo inédito, o material é o resultado de composições que ficaram de fora do álbum The Division Bell (1994). Ao encontrar, há alguns anos, o material que havia sido ‘perdido’, Gilmour e o baterista Nick Mason resolveram editar algumas faixas, criando assim The Endless River, um álbum que é majoritariamente instrumental (apenas a última música, “Louder Than Words”, possui vocais), e que é um tributo ao tecladista Richard Wright, que morreu em 2008. Mas para além disso, The Endless River é a despedida que todos os fãs do Pink Floyd esperavam. Mesmo sabendo que a banda em si, há muito já havia se desintegrado, o álbum surge como um alento, através de melodias que nos soam como velhas conhecidas e ao mesmo tempo tão originais.
Ouça: “It’s What We Do” e “Louder than Words”.

maze-blog-albuns_0006_jessie-ware-tough-love5. Tough Love (Jessie Ware)
Lançado no início de outubro, o Tough Love, segundo trabalho de Jessie Ware, é um disco que transcende barreiras e nos apresenta uma faceta artística completamente diferente da inglesa. Acompanhada dos mais diversos produtores e compositores, Jessie conseguiu criar um álbum completo, homogêneo e original, mas repleto de estilos diferentes. Indo desde o synthpop de “Sweetest Song” até o R&B minimalista de “Kind of…Sometimes…Maybe…” e o flerte com a disco em “Want Your Feeling”, Tough Love é um álbum que se não faz não só merecedor, mas indispensável de qualquer lista de melhores do ano.
Ouça: “Sweetest Song” e “Kind Of…Sometimes…Maybe”.

maze-blog-albuns_0005_fka-twigs-lp14. LP1 (FKA twigs)
Sem pretensão alguma de agradar os charts e se familiarizar com as rádios mainstream, Tahliah Barnett lançou este ano o seu álbum de estreia, que segue com proposta ainda mais experimental se comparado aos EPs que o antecedem.O álbum se destaca por sua linearidade impecável, que leva o ouvinte à um viciante estado de transe introduzido pela psicodélica “Preface” e encerrado com a minimalista “Kicks”.
Ouça: “Video Girl” e “Give Up”.

maze-blog-albuns_0017_ed-sheeran-x-multiply3. X (Ed Sheeran)
Da leva de cantores britânicos dos últimos anos, Ed Sheeran figurou, sem nenhum questionamento, como o mais talentoso deles. Dono de composições sinceras, o jovem lançou em 2014 o segundo álbum de sua carreira e mostrou um lado mais ácido, maduro e ainda mais honesto com suas músicas, flertando com o hip-hop, o folk e o R&B e nos entregando a obra-prima que é o X.
Ouça: “One” e “Don’t”.

maze-blog-albuns_0016_banks-goddess2. Goddess (BANKS)
Um dos nomes mais importantes do R&B contemporâneo, Banks lançou em setembro o seu primeiro álbum de inéditas, intitulado Goddess. Primorosamente produzido, o disco encanta por uma séries de motivos: a voz ímpar da americana, digna de comparações com Fiona Apple e Aalyiah; as composições ríspidas, verdadeiras e emocionantes e a sonoridade única de cada faixa, sem exceção. Se em alguns momentos há um saudosismo na noventista “Fuck Em Only We Know”, logo em seguidas somos afogados nas angústias e camadas densas da minimalista e futurística “Drowning”. O disco em si trata sobre as dores de Banks em um relacionamento mal acabado, mas tudo isso sem soar melancólico, introduzindo-nos uma persona confiante, que cresceu com suas perdas e dores. É uma apresentação a uma deusa moderna que esbanja segurança, poder e controle, pronta para conquistar nossos ouvidos e confortar nossos corações.
Ouça: “Brain” e “Drowning”.

maze-blog-albuns_0018_lana-del-rey-ultraviolence1. Ultraviolence (Lana Del Rey)
No sucessor do seu bem recebido álbum de estreia, Lana Del Rey se juntou a Dan Auerbach, do Black Keys, para nos presentear com um dos trabalhos mais memoráveis dos últimos anos. Ultraviolence é um álbum denso, complexo e perfeito. Monocromático do começo ao fim, no disco não há momentos de alegria, e sim um passeio cada vez mais profundo no mundo escuro e sombrio de Del Rey. Ao decorrer do projeto, Lana usa e abusa de metáforas para falar sobre o amor, dando forma e som para cada sentimento e sensação que ele desperta em nós, do medo a tristeza. Arriscando-se muito mais vocalmente e mostrando um controle muito maior da própria voz do que em seu predecessor, a cantora sabe exatamente como interpretar cada verso e transmitir a carga emocional necessária para estes, que quando somados aos instrumentais milimetricamente arquitetados e executados, nos levam em uma viagem sombria e envolvente. Assim como Alex, protagonista de ‘Laranja Mecânica’ (livro/filme que inspirou o título do álbum), Lana Del Rey é uma figura ímpar e transparece isso em sua obra: Ultraviolence é acido, venenoso, violento e assustadoramente brilhante.
Ouça: “Ultraviolence” e “West Coast”.

João Batista
Dono, idealizador e fundador do labirinto. Genioso, carioca que não sabe sambar e amante da cultura pop desde 1991.