Retrospectiva: Os 30 melhores álbuns de 2015 • MAZE // MTV Brasil
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Retrospectiva: Os 30 melhores álbuns de 2015

Leonardo Drozino4 comments1112 views

Antes de mais nada, gostaríamos de nos desculpar pela demora na liberação do restante das listas da nossa Retrospectiva 2015. Demos a nós mesmos um pequeno recesso para refrescar os neurônios e começar 2016 entregando ótimos conteúdos para quem acompanha nosso trabalho. Em tempo, desejamos pra todo mundo um ótimo ano novo!

Agora voltando ao batente… Na área de música, já falamos dos singles e clipes, e agora só falta comentarmos sobre os álbuns de 2015 que mais se destacaram segundo a nossa opinião. Não levem como ofensa caso o seu material favorito do ano passado não esteja na lista, pois ela foi feita sob uma fórmula para mostrar, de forma democrática, a preferência de cada membro da equipe. Então, vamos lá!

ivy-levan-no-good-maze-blog30. Ivy Levan – No Good

Ivy Levan é uma das vozes mais poderosas com o pop mainstream conheceu em 2015, sem exageros. Com ótimos EPs na bagagem, ela engatou de vez no lançamento do seu primeiro disco, chamado No Good. Sob a condução do carro-chefe “Biscuit” e até uma participação maravilhosa do cantor Sting, o álbum combina elementos do pop, rock, soul e R&B de uma forma cheia de personalidade. Certamente ela teria uma visibilidade maior caso a divulgação fosse mais abrangente, pois ela merece! • Escute: “Biscuit” e “Killing You”

melanie-martinez-cry-baby-maze-blog29. Melanie Martinez – Cry Baby

Foi com o cover de Toxic na audição do The Voice norte-americano que Melanie Martinez ganhou a atenção de início, mas é com seu disco de estreia que a menina de aparência única e uma voz doce e marcante dá o seu primeiro grande passo no mercado musical. No meio do batidão divertido de “Soap”, a melancolia de “Pacify Her” ou o sentimentalismo da faixa título, Melanie expõe suas inseguranças e pensamentos acerca do mundo e do amor e nos mostra que, ainda que seu coração seja maior que seu cérebro – como canta na faixa título -, seu talento é gigante. • Escute: “Pity Party” e “Alphabet Boy”

Rae_Morris_-_Unguarded-maze-blog28. Rae Morris – Unguarded

Prometida como um dos destaques do indie pop de 2015, Rae Morris chegou modesta no cenário e roubou a cena com seu Unguarded, que serve como uma ótima pedida para quem sente saudades dos primeiros trabalhos de artistas conterrâneas como Ellie Goulding e Florence + the Machine. Rae acertou na coesão e entregou um cd redondinho com letras totalmente trabalhadas nas causas e efeitos do amor. • Escute: “Under the Shadows” e “For You”

justin-bieber-purpose-maze-blog27. Justin Bieber – Purpose

Assim como outros veículos de cultura pop, o MAZE foi mais um que se rendeu ao trabalho do canadense Justin Bieber. Entre várias polêmicas e seu jeitinho pedante e nada carismático, Jus10 marcou pontos suficientes para alojar seu Purpose na lista de melhores álbuns de 2015. Além do mais, músicas como “Sorry” estão fazendo um sucesso absurdo nas pistas e nos charts. • Escute: “Sorry” e “Company”

unnamed26. Sevdaliza – The Supended Kid

Sevdaliza pode não ser o nome mais comum de se pronunciar, e sua música não é a mais fácil de ser digerida logo de cara, mas não leva muito tempo para perceber que a moça de feições marcantes e um ar meio enigmático tem talento de sobra para ganhar um pouco da nossa atenção. Misturando R&B com dubstep, música eletrônica e dando ares mais sombrios e grotescos ao gênero, a americana tem um som que pode até remeter a nossa amada FKA twigs, mas que se diferencia pela ousadia em se apostar mais no concreto quando a própria Sevdaliza é, por si só, uma obra abstrata. Preparando-se para lançar o seu primeiro álbum de inéditas em 2016, a moça veio com o pé direito em um EP completamente original e único. Ela pode até cantar sobre ser “a outra garota”, mas é no fim das contas única. Que fiquemos de olho na moça! • Escute: “The Other Girl” e “Sirens Of The Caspian”

2Troye_Sivan_-_Blue_Neighbourhood-maze-blog5. Troye Sivan – Blue Neighbourhood

Ainda bem que o mercado fonográfico está cada vez mais mente aberta e disposto a receber artistas para expressarem sobre o amor em suas mais diversas formas. E é mais ou menos com base nisso que o queridinho da vlogosfera gringa (e agora cantor) Troye Sivan construiu seu louvável disco de estreia, Blue Neighbourhood, onde fala sem rodeios e muita modéstia sobre os medos, aventuras amorosas e outras experiências de vida de um jovem gay buscando seu lugar no mundo em meio a batidas que flertam com o eletropop minimalista. • Escute: “Youth” e “Lost Boy”

natalie-prass-maze-blog24. Natalie Prass – Natalie Prass

É com muita delicadeza e simplicidade que Natalie Prass dá o pontapé inicial na sua carreira com o seu primeiro e excelente primeiro disco, que leva o seu próprio nome. Recheado de músicas orquestradas, mas com quês de R&B, folk e até de bossa-nova, o LP tem ares setentistas e um som tão ambiental e natural que conquista o ouvinte logo de cara, seja por sua qualidade técnica indubitável, seja pela cantoria melancólica de Natalie sobre amores e dores que nos acompanham e assombram todos os dias, assim como fazem com ela. • Escute: “Birds Of Prey” e “Why Don’t You Believe Me?”

Blur_MagicWhip_maze-blog23. Blur – The Magic Whip

Mesmo após terem ficado doze anos sem lançar um álbum de inéditas, a banda britânica Blur não falha em entregar a já conhecida genial criatividade de suas composições. A identidade do clássico grupo surgido na cena britpop está mais viva do que nunca, e ainda abre espaço para experimentações e um tom enigmático em suas canções, que ainda contam com elementos sonoros direto de Hong Kong. • Escute: “My Terracotta Heart” e “New World Towers”

silva-jupiter-maze-blog22. SILVA – Júpiter

Depois de dois álbuns respeitadíssimos pelo público, o capixaba anunciou Júpiter de forma inesperada liberando o single “Eu Sempre Quis” poucas semanas antes do lançamento oficial do sucessor de Vista Pro Mar. Mas ao contrário dos cds anteriores, dessa vez Lúcio voltou (ainda mais) romântico com um material com flertes mais explícitos com o indie pop, além de suas características faixas com um quê de bossa nova e até mesmo uma releitura indie pop de “Marina”, música de Dorival Caymmi. • Escute: “Sou Desse Jeito” e “Deixa Eu Te Falar”

Tove_Styrke_-_Kiddo-maze-blog21. Tove Styrke – Kiddo

Num ano em que o feminismo esteve totalmente em evidência, muitas cantoras se sentiram motivadas para expressar seus princípios sem medo, mesmo que isso “custasse” uma total repaginada em sua identidade musical. Esse foi o caso da sueca Tove Styrke com o seu segundo álbum, que trouxe boa parte do que o pop alternativo precisava em 2015. • Escute: “Samurai Boy” e “Number One”

Years_&_Years_-_Communion_MAZE-blog20. Years & Years – Communion

Eleitos pela BBC como a grande aposta britânica de 2015, os garotos do Years & Years  mostraram em “Communion” que fazem jus ao fervor que suas músicas causaram entre os críticos e, principalmente, no público, que levou a incrível “King” ao topo das paradas inglesas. Num synthpop nervoso e de altíssima qualidade, o trio Londrino estreia no mercado fonográfico com um álbum cheio de potenciais hits e com um som leve, classudo e pronto pra te fazer dançar em meio aos vocais marcantes de Olly e a excentricidade e inocência que o vocalista apresenta. Sem dúvidas, um dos melhores do ano! • Escute: “King” e “Take Shelter”

halsey-badlands-maze-blog19. Halsey – Badlands

Tove Styrke não foi a única que usou o feminismo para expressar sua arte em 2015. A recém chegada Halsey ganhou instantaneamente o público indie e, de lá pra cá, vem conquistando o lado mainstream também. Mas não foi só as músicas que chamaram atenção: apesar da pouca experiência, Badlands possui uma videografia impecável até o momento – aliás, “New Americana” entrou na nossa lista de 30 melhores clipes de 2015 não foi a toa. • Escute: “New Americana” e “Drive”

Capa do álbum "A Head Full Of Dreams", da banda Coldplay. (2015)18. Coldplay – A Head Full Of Dreams

Se com o álbum anterior, Ghost Stories, a banda britânica Coldplay esteve imersa na escuridão da noite, em A Head Full of Dreams o sol faz com que eles brilhem em milhões de cores. É quase um alívio ouvir um álbum com tamanha sinceridade, honestidade e autêntica paixão pelo o que está sendo cantado, ao contrário do que é percebido nos dois últimos rasos e preguiçosos dois discos. Quer goste ou não do trabalho por completo, ele conta com um pouco de tudo que a banda mostrou na sua trajetória de vinte anos e ainda sobra espaço para mais. Escute: “Hymn For The Weekend” e “Amazing Day”

Blurryface_by_Twenty_One_Pilots-maze-blog17. Twenty One Pilots – Blurryface

Cantores ou bandas inventando personagens para trabalhar um álbum conceitual não é novidade para ninguém. David Bowie ainda está por aí sendo mestre na arte de incorporar personas para divulgar sua arte. Mas, em 2015, houve um destaque para o Twenty One Pilots, que inventaram o Blurryface (Rosto Embaçado, em português) para conceber o álbum de mesmo nome. E o resultado não poderia ter sido melhor. Qualquer pessoa pode se reconhecer nos versos de “Stressed Out” ou “Heavydirtysoul”, que tratam de medos e inseguranças comuns a qualquer pessoa, mas cantados de forma lírica e intensa. Méritos de Tyler Joseph e Josh Dun, que formam um dos mais interessantes duos musicais dos últimos anos. • Escute: “Stressed Out” e “Heavydirtysoul”

The_Weeknd_-_Beauty_Behind_the_Madness-maze-blog16. The Weeknd – Beauty Behind the Madness

A música estava precisando de um novo nome masculino que inovasse no cenário da black music. Quem conseguiu a proeza de se destacar esse ano por conta disso foi o canadense Abel Makkonen Tesfaye que, sob o codinome The Weeknd, entregou o seu mais recente álbum. Beauty Behind the Madness não rendeu  a Abel apenas hits, mas também um merecido mérito pela sua excelente coesão através de músicas sensuais e caóticas. • Escute: “The Hills” e “Acquainted”

FKA_twigs_-_M3LL155X-maze-blog15. FKA twigs – M3LL155X (EP)

Diga-se de passagem, se tem uma coisa que FKA twigs tem para esbanjar são companhias talentosíssimas, tanto na sua vida pessoal, quanto profissional. Atualmente namorando o ator Robert Pattinson, Tahliah Barnett – nome de batismo de twigs – passou uma boa temporada na divulgação do seu excelente álbum de estreia, o LP1, que contou com o apoio do incrível produtor venezuelano Arca. Mas em 2015, a moça resolveu-se aliar ao renomado Boots – que já produziu para nomes como Beyoncé – e lançou o seu melhor trabalho. Contendo 5 faixas, o terceiro EP de twigs leva o nome de M3LL155X e é uma obra de arte pura, tanto pela sua sonoridade um pouco menos atmosférica que no álbum de estreia e mais pesada e eletrônica, quanto pelo registro visual feito para as faixas do projeto, resultando num curta excêntrico e incrível que deixou esse compacto marcado nas nossas playlists e elevou o título de artista visionária de FKA para outro nível. • Escute: “I’m your doll” e “in time”

5_The_Gray_Chapter_slipknot-maze-blog14. Slipknot – 5: The Gray Chapter

Uma das grandes bandas de metal da história da música, a carismática Slipknot dá as caras na lista com seu novo álbum, depois de seis anos sem lançar trabalhos – considerando as tensas mudanças com a morte repentina do baixista Paul Grey em 2010 e a saída do baterista Joey Jordison em 2013, esse hiato fica compreensível. Mas valeu a espera: já na primeira música do disco, “XIX”, eles mostram porque a crítica e o público amam Slipknot. A letra sombria e o vocal inspirado do vocalista Corey Taylor dão o tom de “The Gray Chapter”, que não perde o fôlego em nenhuma das 11 faixas seguintes. • Escute: “XIX” e “Goodbye”

Muse-Drones-maze-blog13. Muse – Drones

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, os caras do Muse viram o nome da banda ascender de forma como pouquíssimos grupos britânicos fizeram, mas diferente de grupos estrondosos como Oasis, a banda segue firme e forte no mercado musical e, em 2015, lançou um dos seus trabalhos mais arriscados e lapidados. Com influências eletrônicas, mas muito mais rock que o sensacional “The 2nd Law”, de 2012, “Drones” foi um tiro no escuro que deu muito certo. Com composições que criticam o imperialismo, a exploração, os conflitos e os problemas do mundo moderno, o sétimo álbum de estúdio do Muse é mais uma obra-prima na discografia dos caras e merece muito mais atenção do que a recebida. Quem sabe da próxima vez. • Escute: “Dead Inside” e “The Handler”

Capa da edição deluxe de "Revival". Interscope (2015)12. Selena Gomez – Revival

Ao mesmo tempo em que se joga de cabeça no ambient e no R&B, Selena Gomez não deixou seu passado para trás e entregou para os fãs algumas ótimas canções dançantes. Revival, é um álbum autobiográfico que  surpreende muito pelo evidente cuidado da artista e de sua equipe em entregar um material coeso, coerente e de boa qualidade. • Escute: “Hands to Myself” e “Good for You”

Enya-Dark-Sky-Island-maze-blog11. Enya – Dark Sky Island

É como se os discos da Enya fossem um clássico perfume. A embalagem muda ao longo do tempo, mas o seu aroma e as sensações que lhe causam permanecem as mesmas.  Capaz de derreter o mais gélido dos corações com suas melodias intensas e belas letras, o disco foi produzido por Nick Ryan, composto por Enya e escrito por Roma Ryan em um período que durou quase três anos. Embora não seja um álbum conceitual, o desejo de ir para algum lugar e de tomar novos ares, se mostra claramente implícito nas melodias e letras das faixas do disco. A temática de jornadas – que não necessariamente se passa em um plano físico, mas principalmente em um plano espiritual -, sintetiza todas as emoções que a artista causou em seus seguidores ao longo das últimas décadas: a comum sensação de fechar os olhos e ser levado para algum lugar tão mágico quanto a áurea etérea das canções. • Escute: “Dark Sky Island” e “I Could Never Say Goodbye”

the-original-high-adam-lambert-maze-blog10. Adam Lambert – The Original High

The Original High mostra Adam Lambert sem muitos exageros e mais centrado musicalmente, ora se divertindo em faixas descontraídas, ora abordando fases críticas de um relacionamento (solidão, intrigas, frieza, etc) de forma otimista. E apesar de não ter tantas baladas comparando com seus álbuns anteriores, Max e Shellback conseguiram dar um tapinha pop sem abusar muito de artifícios, além de compensar a ausência das lentinhas com mid-tempos bastante eficazes. Ninguém poderia imaginar que, depois de tantos anos regados à muita cor, sr. Lambert fosse ter um ótimo encontro com o pop em meio a tons monocromáticos. • Escute: “Evil in the Night” e “Ghost Town”

carly-rae-jepsen-emotion-maze-blog9. Carly Rae Jepsen – EMOTION

Ainda há quem diga que Carly Rae Jepsen não merece o crédito e a aclamação que recebeu com o “Emotion”, afinal, ela é a moça que anos atrás pregou “Call Me Maybe” na cabeça de milhares de pessoas. Passados 3 anos desde o lançamento do seu hit, Carly retornou com um compacto com ares retrô e deixou o mundo todo de boca aberta com um som maduro, moderno e divertido, perfeito para animar as festas de todo o mundo (como resistir ao pop chiclete de “Run Away With Me”?), embalar playlists de adoradores de música pop e até mesmo traduzir o sentimento dos apaixonados. • Escute: “Run Away With Me” e “Warm Blood”

Review: Little Boots - "Working Girl"8. Little Boots – Working Girl

É com sofisticados terninhos de escritório remetendo às décadas de 1970 e 1980 que Victoria Hesketh, a.k.a Little Boots entrega ao mundo o seu terceiro disco, Working Girl. O álbum conceitual, narra o dia a dia de uma mulher comandando seu próprio negócio – em meio a um ponto de vista feminista enquanto lida com a transformação de seu domínio criativo e de sua independência. Focada em destacar a imagem de uma mulher de negócios, as lembranças de que um dia Little Boots foi uma cantora pop estão bem distantes. Apesar de ser seu segundo álbum lançado pela sua própria gravadora, On Repeat Records, parece que só agora que a artista realmente soltou as amarras e se viu segura para explorar o mundo diante de seus olhos e “fazer algo acontecer”. Em Working Girl, ela encontrou o seu lugar. • Escute: “Working Girl”, “Business Pleasure”

art-angels-grimes-maze-blog7. Grimes – Art Angels

Ao longo de dois anos, Claire Boucher, mais conhecida como Grimes, se arriscou em diferentes estilos e, depois de incendiar as baladas mundo afora com “Go”, chegou pop como jamais tinha feito no impecável Art Angels. Em meio a gritos, distorções vocais, batidas de trap e acordes de guitarra, Grimes canta sobre variados temas, sobre variadas perspectivas (até mesmo sob os olhos de Al Pacino em O Poderoso Chefão) e de variadas formas, mas sem deixar de lado a qualidade e a originalidade que a fizeram uma das artistas mais elogiadas e aclamas de sua geração. • Escute: “Flesh Without Blood” e “Kill V. Maim”

adele-25-maze-blog6. Adele – 25

Recordista do ano em vendas e agora, incontestavelmente, uma das maiores artistas do século XXI, Adele deu o ar das graças no finalzinho de 2015 com o seu aguardado “25”, sucessor do premiado “21”. Em seu novo trabalho, a britânica nos presenteou com uma nova leva de músicas tristes e de primeiríssima qualidade, expondo de forma única as dores de uma mulher que, após chorar por amor no insuperável “21”, se tornou mãe e precisa lidar com uma penca de novos sentimentos, e é através da música que o faz. Mais uma vez, maravilhosamente bem. • Escute: “When We Were Young” e “Remedy”

Capa de "Honeymoon", álbum de Lana Del Rey. (2015)

5. Lana Del Rey – Honeymoon

Honeymoon, quarto álbum de estúdio de Lana Del Rey (e terceiro, por uma grande gravadora) era um dos lançamentos mais antecipados do ano. Não por menos, devido ao lançamentos de ótimos singles nas últimas semanas. Mas o que ninguém esperava é que o disco acabasse se revelando uma coleção de belíssimas canções. Honeymoon acaba por se sair excelente por não mostrar onde exatamente se encaixa na música pop atual, mas estranhamente por se revelar incrivelmente versátil e fácil de se gostar devido a qualidade de suas melodias e produção. • Escute: “Honeymoon” e “Music To Watch Boys To”

marina-diamonds-froot-maze-blog4. Marina and the Diamonds – FROOT

Este terceiro trabalho de Marina Lambrini Diamandis é colorido. Não colorido no sentido de ser alegre e/ou infantil, mas pelo fato de abordar um mesmo tema de diferentes formas. É compreensível que tenha algumas faixas meia-bomba, tendo em vista que nem todo mundo gosta de todas as frutas existentes no mundo. E é essa é a graça de FROOT: cada pessoa que ouve o disco pode interpretá-lo e degustá-lo da forma que mais lhe agrade. Através de uma divertida analogia, Marina mostra que o fim de uma relação amorosa pode ter várias cores e sabores, e que cabe a cada um decidir qual o gosto que mais lhe convém. Ela também aproveita pra reforçar que ódio e rancor são apenas fases passageiras de um término, e que muito em breve estes sentimentos darão lugar à boas doses de aprendizado e amadurecimento. Afinal de contas, é como dizem: “Se a vida te der limões, faça uma limonada!” • Escute: “Forget” e “Savages”

bjork-vulnicura-maze-blog3. Björk – Vulnicura

Vulnicura é um álbum exemplar de coerência. É incrível como absolutamente todos os elementos, desde capa, letras, composição de melodias, instrumentação e produção resultaram em um produto homogêneo que realiza em todos os aspectos perfeitamente o conceito principal de sua existência.Novamente, a cantora fez bom uso de sua longa trajetória na música para se render completamente à sua própria vulnerabilidade, dor e intimidade para se livrar dos demônios que a assombram, se curando fazendo o que ela sempre fez de melhor: música de primeiríssima qualidade. • Escute: “Stonemilker” e “Family”

madonna_rebel_heart-maze-blog2. Madonna – Rebel Heart

Quase dez anos se passaram entre o lançamento de Confessions On a Dancefloor e Rebel Heart, mas a similaridade quanto aos projetos é enorme, a começar pela qualidade de ambos. Depois de um Hard Candy mal recebido e um MDNA que mais parecia um álbum de remixes do que um verdadeiro disco da rainha do pop, Madonna chegou em 2015 com seu 13º álbum quase todo disponível na rede devido aos vazamentos ocorridos no fim de 2014, mas isso não foi o suficiente para diminuir o engajamento da artista na criação de um dos seus melhores trabalhos. Cheio de atitude e com música para todos os gostos, o disco é um reflexo do que há de mais moderno na música pop, mas com a acidez e o jeitinho único que só Madonna tem. Com referências à Igreja, abordando temas como sexo, fama e o amor acima de tudo, o LP é um mistura da alma artística de Madge com as batidas mais intensas – e as vezes, as mais simplicistas – e mostra que, no final das contas, não há discussão: Madonna é a rainha do pop. E se não concordar, bom, go home. • Escute: “Devil Pray” e “Ghosttown”

florence-the-machine-how-big-how-blue-how-beautiful-maze-blog1. Florence + the Machine – How Big, How Blue, How Beautiful

A banda de Florence Welch possui, até o momento, três álbuns bastante singulares a ponto de quebrarem qualquer critério de comparação. No caso de HB³, este só veio para mostrar, num perfeito êxito, que a banda merece a consolidação que possui no cenário alternativo. Sua determinação em apostar numa nova sonoridade sem perder sua essência é algo para aplaudir de pé. Se você ouviu apenas as faixas promocionais e não sentiu muita “firmeza” nessa nova era, experimente dar uma segunda chance ouvindo o disco inteiro, sem interrupções, pois a verdadeira graça está em sua grandiosa, melancólica e linda coesão. • Escute: “Which Witch” e “How Big, How Blue, How Beautiful”

Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.
  • Roninho Aracnafóbico

    Faltou o Bibo da Hilary Duff 🙁

  • Gabriel Gonçalves

    Do Honeymoon eu recomendo 24 no lugar da faixa título (Honeymoon).

    E o The Grey Chapter foi lançado em 2014, dá pra colocar o That’s the Spirit no lugar.

  • Leonardo

    Adorei! <3

  • Edu

    Adorei! WORKING GIRL <3 Faltou CollXtion I da Allie X :ccc