Review: Giorgio Moroder e a sua mistura de retro-disco com EDM em "Déjà Vu" • MAZE // MTV Brasil
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Review: Giorgio Moroder e a sua mistura de retro-disco com EDM em “Déjà Vu”

Leonardo Drozino1123 views

Há 30 anos Giorgio Moroder lançava seu último álbum solo de estúdio, Innovisions, de 1985. O lendário produtor italiano – conhecido como um dos criadores da música eletrônica que conhecemos hoje, ao incluir sintetizadores em canções disco como os clássicos “I Feel Love” e “Love To Love You Baby”, interpretados por Donna Summer – utilizou esse tempo, principalmente para aproveitar a vida, embora ainda estivesse ocasionalmente envolvido com produções e remixes, mais recentemente após contar a história de sua vida em um monólogo na faixa “Giorgio By Moroder”, incluída no premiado Random Acess Memories da dupla francesa Daft Punk.  Com uma oportunidade em mãos para lançar um novo álbum, o produtor quebra em 2015 o hiato de três décadas com Déjà Vu.

O trabalho, que combina uma sonoridade de retro disco com EDM da atualidade, soa fresco e amigável, mas não é muito fácil perceber isso logo de cara. Cada batida e melodia criada por sintetizadores – dessa vez, digitais – mostram o porquê de o produtor permanecer relevante ao longo de tantas décadas. Mesmo que algumas músicas não sejam exemplos de criatividade e inovação – adjetivos sempre dados a ele -, algumas faixas realmente surpreendem. É o caso do primeiro single e hit “Right Here, Right Now”, parceria com a Rainha Australiana do Pop, Kylie Minogue; da inusitada versão do clássico dos anos 1980, “Tom’s Dinner” de Suzanne Vega, que ganhou uma atmosfera completamente diferente na voz de Britney Spears – que por mais incomum que sejam os versos da canção, é impossível ficar parado quando toca na balada; “Wildstar”, que cantada na voz da inglesa Foxes, remete um pouco ao clássico “Flashdance… What a Feeling”, de Irene Cara; e também nas faixas instrumentais “74 is the New 24” com suas batidas pesadas e “La Disco” com riffs de guitarra em meio a uma áurea completamente disco.

Mas o considerável número de artistas que colaboram com vocais no álbum deixa margem para diversas formas de apreciação e rejeição, devido à individualidade e estilo de cada um dos convidados. Porém, ao mesmo tempo em que Déjà Vu está sujeito a ser parcialmente rejeitado, ele serve como um pequeno passo para conhecer gente nova que o ouvinte provavelmente jamais conheceria.

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Leonardo Drozino
Escritor, redator do MAZE e cupido nas horas vagas.